Destino. A grande metáfora das estradas cruzando-se a partir do conceito dogmático e inatingível da impossibilidade da vivência só. O dinamismo da vida impede que os caminhos se resumam às linhas paralelas repercutindo na convivência e na eventual indispensabilidade do bom-senso na vida comum. Todavia, até onde o que se planta hoje será o que se colherá amanhã? O controle torna o ser antropocêntrico, e o desejo pelo futuro torna-se a grande frustração. Paradoxal esse desejo, uma vez que o incerto demonstra-se apaixonante. Não há um livro aonde se possa encontrar por escrito o que cada um passará ao longo de sua trajetória. E a harmonia do cotidiano deve-se a isso. Às atitudes, às surpresas, aos atos que tornam o ser único. Dono e responsável pelo seu fardo. A alma errante e livre em busca do equilíbrio e da temida felicidade, que não se encontra ao fim da longa estrada, mas durante o trajeto, embutida na espontaneidade que nega e concomitantemente garante a excelência da idéia de destino. O modo como lidar com cada circunstância é escolha. Escolhe-se sofrer, escolhe-se sorrir. Escolhe-se acreditar ou não nisso.
Escrito por Beatriz Crotti Zanatel, 27 de janeiro de 2011.
Escrito por Beatriz Crotti Zanatel, 27 de janeiro de 2011.
