Sê! Não apenas o organismo biótico que respira e fermenta, sê aquilo que te faz sorrir ou chorar. Sê a mão da solidão açoitando aquele que a teme. Sê o criminoso que foge das grades frias da artificialidade. Sê a fraqueza, a prepotência, a dúvida, o anseio. Sê a prosopopeia, a metáfora e a metonímia. Mas, sê. A rejeição que remói é a própria. Não há como agradar a todos e nem há como a todos desagradar. A espada que fere um, carrega o sangue desejado por outro. A alma é livre, o ser que a aprisiona.
Escrito por Beatriz Crotti Zanatel, 23 de fevereiro de 2011.
