Mesmo sabendo que isso vai passar esse isso atormenta. É um isso doentio, avassalador, que corrói, e chega doer. Na angústia do peito que sofre o isso entra, sem nome. É um sentimento sem sentimento algum, que percorre o corpo inteiro e estaciona na mente. Nela instala-se como um ser heterótrofo, que parasitando, estrangula as forças do hospedeiro e faz com que ele caia, e faz com que ele caia ordenadas vezes, cada vez mais forte. Até que ele não tenha mais desejo de voltar. Até que a alma resolva que ao invés de dar as mãos, aconchegantemente, aquele ser hospedeiro que está sem forças de tanto produzir para que outro consuma, ela o pressiona, o provoca. A alma não se liberta, chicoteia-se por um erro tantas vezes mínimo. Como salvar esse hospedeiro quando somente ele pode buscar energia no seu íntimo angustiante para expulsar o parasita do seu espírito que se enche de amargura? Desalinhado, o pensamento tende a se renovar, a apoiar-se ao que não se mistura à sordidez. A acrimônia começa sentir o efeito da anestesia daquilo que não é turvo, daquilo que é benéfico. A alma finalmente diminui a freqüência da acidez, e adormece, até que o convívio consigo mesmo seja, ao menos, suportável.
Beatriz C. Zanatel, 30 de agosto de 2010.

meuuuu...que locura biaaa!!!....
ResponderExcluirvc escreve extremamente bem!!! passa numa são francisco fácil amiga!!
PARABÉNS!! amei!!!
bejokaaaaa
Ana Cláudia
oobrigada, aniinha :D
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