Nunca fora o mais sagaz, belo, furioso ou sábio. Todavia, era. E a simplicidade das três letras ordenadas formando o pretérito, banhava-o de tal modo que valia por si. Sem predicativo algum. Sempre julgara os verbos a classe gramatical mais dinâmica, na qual o tempo se mostra como fator limitante. Quando cansou de vagar sob as abstrações, colocou o chapéu, olhou pela janela que estampava as gotículas provenientes da noite sombria, gélida e inóspita. Talvez tivesse chovido. Talvez. A inquietação aumentou, tocara o chão repetidas vezes com a fina bengala, num ritmo lento, mas que acelerava. O cheiro da escuridão pairava sobre o cômodo enquanto a vela, já no fim, queimava. Moveu a cabeça para ambos os lados, na xícara sobre o criado-mudo o café, ainda quente. Sobrepôs o paletó sobre o corpo esquálido. Caminhou em direção a porta e a fechou, é provável que como nunca tivera fechado. Era exatamente isso que queria, fazer de tudo um passo para o estranho. Ah! Como isso o apaixonava. O único, o diferente, o despadronizado, o impulsivo. E se não fizer sentido, deixe que flua. Para ele, bastava. Bastava o desejo, bastava o fazer. Respeitava o seu desejo. Respeitava o seu fazer. Lá fora, deixou-se fazer da vida a metáfora dos verbos: dinâmica, na qual o tempo se mostra como fator limitante.

Aaaaaaaaaaaaaaaa Bia, gosto tanto dessas historias suas, vc escreve mt bem velho a imaginação de buscar lugares e personagens, NOSSA tudo muito fantástico, da ate inveja as vezes sabe? parabéns, vc devia faze um livro desses contos ... (Adivinha qn q ta aki escrevendo)
ResponderExcluirObriigada! aah, eu não sei quem é, infelizmente. AUHUHAHAUHAHA.
ResponderExcluirainda bem que você não sabe quem é, assim posso me chamar de um "admirador secreto" quem sabe?! Só sei que sou grande fã do seu trabalho Bia.
ResponderExcluirhahahaha,tudo bem "admirador secreto" (:
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