terça-feira, 12 de outubro de 2010

com a ausência.

A natureza expande sua perfeição, fazendo com tal mérito que, em sua profunda sabedoria, faz da diferença, a beleza. Basta notar que numa única árvore há folhas de discrepantes tamanhos, cores e formas, mas nem por isso deixam sua magnitude. Desestruturado e aprisionado numa teia frágil de arrogância, o homem almeja o perfeito, contudo em sua ignorância, desconsidera o excêntrico. Ora, pois, crer no belo e no socialmente aceito é tão inviável quanto pleitear a hipocrisia e utilizar-se da mentira.
Não há dúvidas que o objetivo humano é a felicidade, por mais que o conceito da mesma não admita qualquer tipo de generalização. O homem vê no medo a infelicidade. E a solidão, o fato de ser “negado” pela humanidade faz com que se esqueça que estar com a ausência é estar com a presença da falta, assinalando assim, a impossibilidade de estar só. Definitivamente, só não enfrenta a solidão quem teme a si próprio.

OBS.: Agradecimento especial à Amarylis pela expressão utilizada no título.

Escrito por Beatriz C. Zanatel, 12 de outubro de 2010.


2 comentários:

  1. Nossa amor, fico impressionado com os seus textos. Embora eu ache eles um pouco violentos, o seu caráter é muito claro e preciso. Desbravando os sentidos mais profundos que possamos sentir. Meus parabéns, amor. Continue sempre escrevendo, pois o seu trabalho é ótimo!

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  2. aah, poxa, opiniião de namorado não vaaale, né! HUHUHAUHUAHUHUA. Briincadeeira, amor. Muito obriigada! beeeijão.

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