quarta-feira, 20 de julho de 2011

Vazio: o conforto.

A fragmentação de um vazio necessário desfaz-se. O ideário de totalidade de um nada acolhedor sufoca. Torna-se um desejo da alma inocente, ferida, exausta. As palavras talvez não fossem caminhos adequados nos instantes que ainda restavam de lucidez. Na transição tênue, a vontade do vazio, da “coisa alguma”, do não pensar. Uma fuga de escolhas, uma fuga de todas aquelas mentes que teimavam em deixar um pedaço de si com aquela pequena alma. A frieza não permitia que máscaras se instalassem. A lua resistia lá fora, como um quadro, aparecera outrora na janela... sombreada pelas nuvens teimosas. Fechara os olhos, sentindo-se confortável. Ficaria de joelhos suplicando para que a solidão abraçasse seu espírito, levando-o para onde pudesse humilhar a angústia que retorcia. Entretanto, a solidão não deu ares. Enviou a realidade e o tempo. 

Escrito por Beatriz Crotti Zanatel, 21 de julho de 2011.

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