quinta-feira, 8 de agosto de 2013

De volta.

        Há tempos as canetas e os papéis vinham suplicando por vida. De certa forma, as palavras permaneceram desconfiadas, desfilando numa nostalgia que outrora se expressava absorta da timidez de então. Ali - na penumbra - sentiu na pele o que a torturava por dentro. Algo semelhante ao que os dicionários indicam como coragem a percorreu como um ácido. Corroendo as cenas internalizadas de tempos não tão distantes, destruiu o que sua fantasia teimava em dizer que pertencia ao presente. O passado, embora relutasse em se responsabilizar por mais esse fardo, teve de aceitar. Então, por alguns segundos, acreditara que o vazio resultante fosse lhe consumir. Pouco a pouco, entretanto, o que a compôs foi uma leveza intensa. Foi capaz de abrir os olhos e depositar sobre o olhar o mistério inerente ao futuro. Desejou-o. Sentiu-se livre. Colocou – com o devido cuidado - suas escolhas uma a uma sobre os braços. E o que a manteve feliz, a partir de então, foi a constante oportunidade de abraçar o mundo todo!  

criandocondicoesaliberdade.blogspot.com


“Liberdade é o espaço que a felicidade precisa”. (Fernando Sabino)

Escrito por Beatriz C. Zanatel, 8 de agosto de 2013.

Nenhum comentário:

Postar um comentário